quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

O que é ser mãe?

Você sabe o que é ser mãe? Que loucura essa pergunta. Não dá para imaginar o tanto de coisa que esse "cargo" envolve. Com base na nossa própria vida e na convivência com a nossa mãe, até tentamos ter alguma noção do que isso significa, mas será que até o fim dos nossos dias a gente vai ter, pelo menos, uma resposta? Por enquanto, a única coisa que consigo pensar é dedicação. Sei que já aconteceu e estou muito feliz por isso, mas me pergunto todos os dias se saberei abrir mão da minha vida para cuidar da tua. Explico: desde criança, idealizo a vida a dois e a construção de uma família. Imaginei que seria mãe por volta dos 30 anos, com algum dinheiro guardado e com muito mais maturidade. Hoje penso que não sei cuidar nem de mim. De um bebê então. Como seu pai já disse, nada acontece por acaso e prefiro acreditar que durante esses nove meses de gravidez muitas mudanças psicológicas também acontecerão.

Tudo isso que falei, gera muita culpa. Será que é normal? Será que todas as grávidas sentem isso? E o raio do dom materno que sempre falam que a mulher já nasce? É isso? Talvez o tempo responda todas essas perguntas. Por enquanto, o medo tem me acompanhado quase que diariamente e eu estou tentando conviver com isso da melhor forma possível (se é que, depois de se tornar mãe, esse sentimento um dia acaba).

E você, também fica cheia de dúvidas e medos?

Agora sou mãe, mas eu já fui desse tamanho!

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

Sentimentos

Sexta-feira de Carnaval. Antes de você chegar nesse mundão, mamãe já avisa que todo ano é a mesma coisa: gostaria de ser abduzida durante estes quase seis dias. Só eu acho que todo mundo fica enlouquecido e sem noção da vida?! Eu hein, sai daqui povo louco.

Os dias seguintes à descoberta foram marcados por uma mistura muito doida de sentimentos. Eu fiquei ansiosa. Eu tive medo. Eu senti amor. Eu tive medo. Eu fiquei feliz. Eu tive medo. Sabe, eu e seu pai não somos como aqueles casais que programam tudo em uma planilha do excel, que guardam dinheiro e que conseguem fazer tudo. A gente deixa a vida acontecer e sempre falamos que se fosse a hora de você vir, Deus te enviaria. E assim, sem planejamento, você chegou.

Descobrimos a gravidez bem no comecinho, com apenas cinco semanas. Só para você ter ideia, hoje faz cinco dias que você entrou nas nossas vidas para sempre. Cinco. CiNcO. cInCo. CInCO. Gente, só isso? Já sonhei muito durante essa semana. Já dei muita risada com algumas amigas. Já tentei adivinhar se você é menina ou menino. Mas nada se compara ao surto que tive na hora de dormir. Chorei e chorei muito pensando na possibilidade de perder você. Seu pai se assustou e tentou me acalmar: "Amor, vai dar tudo certo. Nada acontece por acaso", ele disse centenas de vezes.

Nem me sinto grávida e muito menos mãe, mas já estou com o coração apertado pensando na possibilidade de alguma coisa dar errado. (Leitoras, desculpem a franqueza e por estar falando nisso, mas dói só de imaginar). Meu único desejo é que essas 40 semanas passem voando e você chegue por aqui perfeito, cheio de vida e com muita saúde.

Mamãe te ama. Papai também. Um cheiro!

Oi, somos seus pais! :)

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

É você, só você!


Este era para ser um domingo comum, desses que a gente faz almoço para receber as pessoas em casa. Mãe, sogra e cunhada foram nos acompanhar em uma feijoada deliciosa. Esquentei a comida, organizei a mesa, comemos e durante a tarde papeamos bastante. À noite, estava combinado que iríamos comemorar o aniversário do meu pai com uma pizza.

Papo vem, papo vai, minha sogra comenta em voz alta a pequena alteração que tive na menstruação. Eu não contei nada, como ela pode saber? Raphael, é claro! Minha mãe já ficou descontrolada: "você está grávida!". "Que grávida o que, mãe. Estou cheia de problemas hormonais, não vou engravidar tão cedo". Nada convencidas disso, mãe e cunhada saíram para comprar um teste de farmácia, desses que a gente sempre têm certeza que vai falhar. Enquanto elas não chegavam, fiquei tranquila. É claro que não estou grávida.

Elas chegaram e, de sopetão, já foram levando tudo para o banheiro para que eu pudesse fazer o teste. Fiz xixi, coloquei o palitinho que veio na embalagem e fiquei olhando. "Gente, será que estou grávida?" O xixi foi subindo e apareceu a primeira risca. Segundos depois, ali estava a segunda, vibrante e 100% certa: gravidez confirmada.

Fiquei atônita. Não é possível. Saí correndo do banheiro e nesse clima de expectativa e tensão corri para mostrar o resultado. Mas que gritaria, afe. Mulherada doida. "Rapha? Raphael? Amor, deu positivo. E agora?" Ele, que já estava trancado no outro banheiro, ligou o chuveiro e ficou mudo. "Será que ficou triste? Eu hein".

Mais tarde, fomos celebrar o aniversário do meu pai. Pedimos uma pizza na casa da minha avó e, assim que alguns foram embora, contei a novidade. "Gente, calma, amanhã vou fazer o de sangue para ter certeza". Entre lágrimas e abraços, senti medo, amor, felicidade, expectativa. Ainda parece mentira. Ainda não me sinto grávida. Ainda não percebi nenhuma mudança no corpo. Ainda não acredito, mas sei que você está aqui dentro de mim e além das mudanças físicas, chegará nesse mundão acompanhado de transformações a nossa volta.

Beijos da mamãe! <3

terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

Plumeria


De repente, encontrei com a saudade da infância.
E me lembrei de como era tomar lanche no pátio da escola.
De sentir o cheirinho da lancheira só de mexer um pouquinho no fecho.
De sair e ver a calçada forrada de florzinhas, pegar uma e oferecer para a minha mãe que foi me buscar lá no portão.

Com amor,
Carol Cedano ♥

quarta-feira, 30 de abril de 2014

Como incrementar looks básicos?

Tem combo mais básico do que calça jeans + camiseta branca? Eu adoro, mas conheço gente que não sai assim de casa porque acha essa dupla muito apagadinha. Por um lado, ela realmente é. Mas quando você usa os elementos certos, o resultado é diferente. Além da sua postura, claro, cabelos bem arrumados, make em dia e acessórios contam muitos pontos e fazem toda diferença no seu visual.

Vamos pensar em três ocasiões diferentes: trabalho, passeio e noite. Para o primeiro, que tal complementar o look com blazer e scarpin? Para o passeio, aposte em rasteiras, bolsas à tiracolo e colares longos. Já para a noite, sandálias poderosas, muitas pulseiras e maxibrincos engrandecem a produção.

Selecionei alguns looks para servir de inspiração. Bora arrasar por aí?


Com amor,
Carol Cedano ♥

quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

Muito além do "felizes para sempre"...


Faz uns três ou quatro meses que eu e o Rapha estamos morando juntos, de fato, em nossa casa. Nos casamos em agosto de 2012 e a chave do nosso apartamento só foi entregue em junho do ano seguinte. Até fazer as reformas minimamente necessárias e comprar alguns dos itens mais indispensáveis para viver, foi um bom tempo. Tempo este, desgastante e de aprendizado.

Enfim, depois de muitas discussões e estresse, nos mudamos. Viver naquele novo ambiente nos primeiros dias foi bem estranho. Parecia que estava de férias, que era algo temporário. A ficha caiu mesmo no dia em que estava limpando a casa e fingi que não vi uma sujeira que ficou para trás, por descuido. No mesmo segundo em que pensei "deixa pra lá", lembrei que não tinha mais a minha mãe para pegar e que aquilo ficaria ali até eu retirar.

Sair da casa da mãe foi mais fácil para mim do que para o meu marido. Ainda esses dias falei para o Rapha que no começo eu sentia que ele tinha raiva de mim porque o fiz sair de todo aquele conforto do colinho da mamãe. E só pude compreender isso há pouco.

Assim como a convivência é maçante, é também engrandecedora. De tanto errar, a gente aprende a dividir, a se controlar e a aceitar fatos que antes eram simplesmente inaceitáveis para nós. Quero esclarecer que não estou dizendo que nos tornamos bobas e aceitamos tudo. Quero dizer que nos tornamos maleáveis e passamos a deixar de discustir por coisas tão pequenas.

Sei que ainda é cedo para falar sobre casamento, mas se eu posso ajudar de alguma forma, meu conselho é: conversem. Nós até conseguimos imaginar o que o outro está pensando, mas podemos nos enganar e isso é mais frequente do que você imagina. Então, engula o ressentimento, dê os dedos mindinhos e bora ficar de bem. Combinado?

Com amor,
Carol Cedano ♥

sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

E o passado?


Ontem assisti ao filme Homem do Futuro. Confesso que senti várias emoções sendo despertadas em mim. Emoções de um amor louco, sem limites. Emoções da adolescência. Emoções das coisas que perdi no passado.

Hoje de manhã, no caminho para o trabalho, cheguei a mesma conclusão que o personagem de Wagner Moura: não se pode mudar o passado. Pensando bem, eu não faria nada diferente. Ia falar que talvez um pouco menos de dor e sofrimento fosse melhor, mas não me imagino vivendo de forma suave e sutil.

Com amor,
Carol Cedano ♥